sábado, 5 de janeiro de 2008

Rua da Lama III - Adega

Antes de nos atolarmos na Lama, deixarei um recado para o Curt, que pediu informações sobre o restaurante Ferrinho. Fechou as portas e deixou apenas o folclore, mas, em breve, postaremos alguns points que primam por boas moquecas.
Outra: recebi um incentivador e-mail do literato Pedro Nunes, que agora reproduzo: "Meu caro,
W. H. Auden dizia que o bife é comida proletária. A comida dos nobres são as entranhas e as gorduras. Está certo. Aqui em Bento Ferreira você deve visitar o botequim do Nininho e da Vanessa. Fica na rua de A Gazeta, perto da escola São Domingos. O negócio lá é tão bom que de vez em quando eu baixo para um pêefe. Eu vou de Tonico e Tinoco a Bach, de Belle and Sebastian a Deep Purple. Com um buraco de ressalvas. Abraços, Pedro Nunes"
Valeu a dica, Pedro, e, no futuro, iremos conferir.

Agora, pautemo-nos na pauta: a Rua da Lama. É lá que encontramos o Adega, que serve da pizza ao bacalhau. Segundo o gerente, o bacalhau é a especialidade da casa e é servido em diversas receitas. Os preços são acessíveis (em torno de 20, 30 reais), mas o bacalhau... Se você não for exigente como L., nosso colaborador de ascendência lusitana, poderá até gostar do lance. Para ele, no entanto, um contumaz devorador do descabeçado peixe, os pratos não atingem, nem de longe, o nível exigido pelo seu paladar. Mas, o que ele queria por 20? O fato é que o rango não é de, imediatamente, se jogar fora.

A outra especialidade da casa é o vinho. Sempre ao gosto da juventude, que se considera imortal, lá encontramos uma carta recheada com grandes ícones da bebida de Baco: todos em garrafões, que decoram as paredes do boteco. Não, sr., eu não tive coragem de encarar. Lembro-me do período em que ficava dois ou três dias com os dentes roxos em função da degustação desse tipo de bebida. Fiquei na cerveja.

2 comentários:

Salsa disse...

Eu sempre vou à Lama, mas nunca entrei no Adega (sou freqüentador do cochicho). Talvez eu vá lá para experimentar o tal bacalhau.
Dos bares novos eu só fui (uma vez) naquele que tem um monte de sinuquinhas, onde as meninas ficam jogando (e a rapaziada de olho nas poses). O único petisco (creio que o único) é churrasco de gato. Tava bom.

Curt disse...

Grande Chef Buonaboca, grato pela informação. Você tem razão quanto ao 'folclore' que cercava o restaurante do Ferrinho. Lembro, na época, que diziam que ele só abria as portas quando lhe dava na telha... ou no bolso! De qualquer forma sua moqueca era "A" moqueca, isso eu lembro. Um forte abraço.